maio 20, 2004

Patrick Bruce Metheny nasceu em Kansas City a 12 de Agosto de 1954 no seio de uma família de músicos. Começou a tocar trompete aos oito anos. Aos doze anos trocou o trompete pela guitarra. Uma imperfeição no seu maxilar obrigou-o a usar um aparelho ortodôntico. Tocar guitarra foi a solução encontrada para continuar a tocar um instrumento. Com apenas quinze anos Metheny tocava já com os melhores músicos de jazz do Kansas. Entre esses músicos estava o vibrafonista Gary Burton com quem trabalhou durante três anos.
Com dezoito anos apenas começou a dar aulas na universidade de Miami, tornando-se no mais novo professor de sempre desta Universidade.
Aos dezanove anos tornou-se também o mais jovem professor de sempre na Berkleley College of Music.
Metheny foi também um pioneiro da música electrónica. É vulgar encontrarmos nos seus discos (fundamentalmente todos aqueles produzidos pelo Pat Metheny Group), um arsenal rítmico impressionante fortemente alicerçado num variado conjunto de recursos electrónicos. Metheny esteve também envolvido na concepção de novos tipos de guitarras das quais se destaca a guitarra Pikasso de 42 cordas (na foto).



Para além de uma excelente capacidade de improvisação e de uma técnica virtuosa, este guitarrista destaca-se também por ser um prolífico compositor.
Outras características têm a ver com a sua versatilidade comprovada pelo facto de ter trabalhado com artistas tão diversos como Steve Reich (no álbum “Electric Counterpoint”), Ornette Coleman (“Song X”), Herbie Hancock (“Parallel Realities” entre outros), Jim Hall (“Pat Metheny & Jim Hall”), Milton Nascimento ou David Bowie (“The falcon and the snowman”).



As suas composições incluem também obras para orquestra, peças para bailado e bandas sonoras para além de variadíssimas obras para instrumentos acústicos e eléctricos abrangendo um espectro de estilos que vão desde o rock à música clássica.
A discografia deste músico é extensíssima e pode ser consultada mais abaixo neste blog.
Neste programa vamos ouvir, desta feita sem interrupções vários temas tocados e compostos por Pat Metheny.

Discografia (excerto):

1975 Bright Size Life ECM
1977 Watercolors ECM
1978 Pat Metheny Group ECM
1979 New Chautauqua ECM
1979 An Hour with Pat Metheny ECM PRO
1980 American Garage ECM
1980 80/81 ECM
1980 As Falls Wichita, So Falls Wichita Falls ECM
1981 Offramp ECM
1982 Travels [live] ECM
1982 Live ECM
1983 Rejoicing ECM
1984 First Circle ECM
1984 The Falcon and the Snowman EMI
1985 Song X Geffen
1987 Still Life (Talking) Geffen
1989 Letter from Home Geffen
1989 Question and Answer Geffen
1991 Works II ECM
1991 Works I ECM
1992 Secret Story Geffen
1992 Under Fire Alex
1992 Zero Tolerance for Silence Geffen
1993 I Can See Your House from Here Blue Note
1993 The Road to You: Recorded Live in Europe Geffen
1994 Dream Teams Bugsy
1994 We Live Here Geffen
1996 This World [live]
1996 The Sign of 4 Knitting
1996 Quartet Geffen
1997 Imaginary Day Warner
1998 Passaggio Per Il Paradiso Geffen
1999 All the Things You Are [live] Fruit Tree
1999 A Map of the World Warner
2000 Trio 99>00 Warner
2000 Imaginary Day [Import Bonus Tracks] Wea
2000 Trio Live Warner
2001 Move to the Groove WestWind
2001 Parallel Universe Starburst
2001 Sassy Samba [TIM] [live] TIM
2002 Speaking of Now [Japan Bonus Track] Warner Bros.
2002 Speaking of NowWarner
2002 Sassy Samba [Past Perfect] Past Perfect
2003 One Quiet Night Warner

Playlist do especial Pat Metheny:

Música Álbum
Roots of Coincidence Imaginary day
Three Flights Up Question & Answer
Language of Time Quartet
Mas Alla First Circle
Lone Jack Pat Metheny Group
A Map of the World A Map of the World
Fast Electric Counterpoint
Goin' Ahead 80/81










posted by rodrigo 5:16 da tarde ::


É obrigatório ouvir a edição do programa "Pessoal e intransmissível" de 3 de Agosto de 2003 (já lá vai quase um ano!). Uma interessante entrevista com José Duarte (quem não conhece o "1,2,3,4,5 minutos de jazz"!). Entre muitas histórias José Duarte fala-nos da primeira sessão fonográfica ocorrida no IST em 1958 e do encontro com Raúl Calado que levou à formação de um clube de jazz universitário. A não perder.

posted by rodrigo 12:51 da tarde ::



maio 17, 2004

Foi há cinquenta anos que nasceu um dos maiores guitarristas de sempre. Esta sexta (21/05/04), vai para o ar uma edição do improvISTo totalmente dedicada a Pat Metheny.

posted by rodrigo 5:25 da tarde ::


Os mais sinceros agradecimentos a todos os ouvintes do improvISTo.Prometemos: todos os problemas técnicos vão ser brevemente resolvidos.
Um grande abraço.


posted by rodrigo 5:17 da tarde ::



maio 12, 2004

A ascensão do trompetista Miles Davis no final dos anos 50 foi de tal forma meteórica que acabou por obscurecer por vezes a genialidade de outros grandes trompetistas seus contemporâneos. O caso mais paradigmático a ilustrar este fenómeno prende-se com o trompetista Clifford Brown.
Brown nasceu em 1930 na cidade de Wilmington, no Delaware e teve uma morte trágica com apenas 25 anos quando sofreu um acidente de viação. A sua mulher e o pianista Richie Powell,(o irmão de Bud Powell) acompanhavam o trompetista e faleceram também.
Clifford Brown realizou estudos aprofundados de música e tocou vários instrumentos antes de, finalmente, se dedicar ao trompete, quando completou 15 anos.O seu estilo foi profundamente influenciado por Fats Navarro (que teve também um final trágico devido ao consumo de heroína).
Lou Donaldson, saxofonista que tocou com Brown no início dos anos 50 afirmou mais tarde em 1985:

"Clifford não tocava de acordo com o seu estilo mas de acordo com o de Fats. Clifford refinou-o. Foi um intérprete magnífico e estava em melhores condições do que Fats, que estava acabado. Clifford tocava sempre com perfeição, consistentemente, noite após noite, cada vez melhor."

Actualmente podíamos especular acerca de tudo aquilo que Brown podia ter trazido ao jazz, não tivesse sucedido tão trágico desfecho. Ficou, no entanto, um registo que trouxe um novo fôlego influenciando não só a forma de tocar trompete como toda a música jazz.
Tudo isto sucedeu no início dos anos 50: uma altura em que o be-bop tinha perdido o brilho inicial que o fizera revolucionar o jazz dez anos antes. Por outro lado, o hard-bop precisava ainda de se consolidar como movimento.
Estavam reunidas as condições para que os ventos soprados da Califórnia fizessem florescer em Nova Iorque o cool jazz.
E foi na Primavera de 1954 que Max Roach e Clifford Brown se juntaram co-liderando uma banda composta por George Morrow (baixo), Harold Land (sax tenor) e Richie Powell(piano).
Um ano antes, em 1953, Max Roach, o mais proeminente baterista de jazz do momento, foi alertado por Dizzy Gillespie para um novo fenómeno do trompete. Esse fenómeno chamava-se Clifford Brown. Roach, rendido aos seus encantos, convidou-o para integrar a banda que estava a formar.
Nos primeiros dias da sua parceria, Brown e Roach partilhavam um apartamento que para além da bateria de Roach tinha como peça principal de mobiliário um piano vertical.
Max rapidamente ficou impressonado com a disciplina e o cuidado que Brown aplicava no seu trabalho.Como ele próprio afirmou mais tarde: "Todo o dia, todos os dias"

O primeiro tema do programa de hoje denominado "Parisian Thoroughfare" foi gravado a 2 de Agosto de 1954. Composto por Bud Powell foi também gravado por este pianista para a Blue Note e mais tarde para a Verve.
A gravação que vamos ouvir, arranjada pelo pianista Richie Powell, é provavelmente a mais famosa desta peça e pode ser encontrada no disco "Clifford Brown e Max Roach" editado pela Verve. É notória a alusão ao movimento na grande cidade. A composição "Um americano em Paris" de Gershwin e uma porção do hino nacional francês "L'Marseillaise" são também incorporados conferindo uma nota bem divertida ao tema.



De seguida vamos ouvir, também deste disco, "Daahoud"."Daahoud" a par de "Joy Spring", que encontramos também neste álbum é dos temas mais conhecidos compostos por Clifford Brown.

O próximo tema que vamos ouvir foi gravado para a Blue Note em 1954.
Da autoria de John Coltrane, "Blue Train" está estruturado com base num tema de blues.
A gravação que vamos ouvir conta com os músicos Lee Morgan (trompete), Curtis Fuller (trombone), Kenny Drew (piano), Paul Chambers (baixo) e Philly Joe Jones (bateria).
Lee Morgan, um discípulo de Clifford Brown e um dos maiores trompetistas do período hard-bop, era dotado de uma técnica apurada, virtuosa e potente nos registos mais altos.
O trombonista Curtis Fuller foi provavelmente o primeiro trombonista a tocar trombone como se toca actualmente (a dada altura parece que o instrumento possui pistons).
Depois de estabelecer o tema, de forma breve, Coltrane mergulha no solo, suspendendo algumas notas mais longas, antes de produzir algumas das suas "espirais sonoras" subindo e descendo progressivamente de registo, referenciando por vezes o tema e interagindo com Fuller que, no trombone, intervêm a dada altura. Notáveis são também os solos de Morgan e Fuller, nomeadamente Morgan que estabelece profundo entendimento com Coltrane iniciando, após o improviso deste, o seu solo.
John Coltrane, um dos mais importantes e simultaneamente mais controversos músicos da história do jazz moderno teve uma carreira curta durante a qual produziu peças que marcaram profundamente as gerações seguintes. Num próximo programa abordaremos novamente a obra deste saxofonista.
"Blue Train" foi gravado em 1957 nos estúdios Van Gelder em Nova Jersey.



Três anos depois deste "Blue Train", Hank Mobley gravou, também para a editora Blue Note, "Soul Station".
Este álbum contendo quatro originais e um par de standards foi gravado de uma vez só.
Quatro músicos; Hank Mobley (sax tenor), Winton Kelly (piano), Paul Chambers (baixo) e Art Blakey (bateria) fizeram, no estúdio Van Gelder no dia 7 de Fevereiro de 1960, algo que já se vinha tornando incomum. "Just blowing" é a expressão utilizada para caracterizar a forma de gravação "instantânea" apenas ao alcance dos melhores músicos. E nesse dia de Fevereiro é possível afirmar que a gravação do disco de quarenta minutos não levou mais do que algumas horas apenas.
Acontece esquecermos Mobley da nossa lista de saxofonistas tenores predilectos quando
no entanto, ele é concerteza um saxofonista do período hard-bop que vale a pena recordar.
Foi em 1955 que o pianista crioulo Horace Silver e o baterista Art Blakey inauguraram o movimento hard-bop como reacção ao cool. Blakey e Silver formaram a banda "The Jazz Messengers" nesse ano. O próprio Hank Mobley, tal como Coltrane, Monk ou Marsalis, entre outros, integraram também este grupo.
Hank Mobley nasceu em 1930, vários membros da sua família tocavam piano. Tal como eles, Mobley iniciou a sua formação musical ao piano até aos dezasseis anos, altura em trocou o piano pelo saxofone. Profundamente influenciado por Lester Young, Charlie Parker (como acontece com os músicos bopper's), Dexter Gordon, Don Byas ou Sonny Stitt, Mobley desenvolveu um estilo próprio. Não se distinguiu pelo estilo agressivo, espectacular de Coltrane ou Sonny Rollins nem, por outro lado pelo tom mais soft que podemos encontrar em Stan Getz ou Lester Young.
De entre os albuns que gravou, "Soul Station" foi talvez o seu trabalho mais significativo.
Vamos ouvir o primeiro tema, "Remember", um standard criteriosamente escolhido por Mobley e composto por Irving Berlin.



Depois de "Remember" vamos ficar com "Blues And The Abstract Truth" interpretados por Thad Jones (trompete), Danny Moore (trompete), Phil Woods (sax alto), Phil Bodner (sax tenor), Ben Webster (sax tenor), Pepper Adams (sax barítono) , Roger Kellaway (piano), Richard Davis (baixo) e Grady Tate (bateria).O arranjo é da responsabilidade do polivalente Oliver Nelson.
Gravado em 1964 nos estúdios Van Gelder este tema faz parte de um trabalho composto por dois álbuns e gravados para a editora Impulse! ("Blues And The Abstract Truth" e "More Blues And The Abstract Truth"), o primeiro dos quais em 1961. Ambos os álbuns abordam peças baseadas em blues.



Stanley Turrentine gravou em 1964, também para a editora Blue Note, o álbum "Hustlin'". Para além do guitarrista Kenny Burrell, Turrentine contou também com Bob Cranshaw no baixo e o baterista Otis Finch. Neste álbum participa também a organista Shirley Scott, esposa de Turrentine. Vamos ouvir um standard; "Something Happens to Me", a quinta música apresentada neste álbum.




posted by rodrigo 2:29 da tarde ::



maio 03, 2004

Caros ouvintes do programa improvISTo, a partir desta semana ficará disponível, neste blog, a edição semanal de cada edição do improvISTo.
O caríssimo ouvinte vai assim poder escutar o programa sem as restrições horárias impostas pela normal programação da rádio.



posted by rodrigo 1:28 da tarde ::



abril 27, 2004

Swing, be-bop, jazz-rock, ou jazz de fusão…
São apenas alguns, daquilo que podemos denominar de sub-géneros da mesma forma de arte, talvez uma das mais coloridas e variadas que existiram até hoje.
Foi concerteza um fenómeno de sincretismo entre a cultura africana e a europeia, no Novo Mundo, que resultou nas formas mais primitivas do jazz.
Em 1718 os franceses fundaram a cidade de Nova Orleães e meio século a região de Louisina passou para o controlo dos espanhóis. Em 1800 voltou a estar nas mãos de franceses mas apenas três anos depois o território passou definitivamente para os norte-americanos.
Estas convulsões fizeram com que o estado de Louisiana, durante o século XIX se tornasse um fértil melting-pot de diferentes culturas.
Colonos franceses e espanhóis e posteriormente alemães, italianos, ingleses, irlandeses e escoceses, para além da população negra originária das mais diversas partes do continente africano constituiam partes desse melting-pot.
Compreende-se assim que a pouco e pouco danças típicas da África ocidental que continham já em si os genes do jazz tenham resultado nas work-songs que marcavam a cadência do trabalho nos campos de algodão e mais tarde nos blues. Os segundos, na sua génese, podem ser interpretados como uma forma de articular afirmações pessoais contra a opressão e a injustiça vividas por um povo sujeito à escravidão e mais tarde à discriminação racial.

Para início de programa vamos ouvir um exemplo que ilustra bem como a linguagem do jazz influenciou a denominada música clássica. E podemos afirmar que ao longo do século XX várias vezes sucederam fenómenos deste género da mesma forma que se assistiu também a uma constante transformação do jazz pela música erudita.

Jacob Gershvin ou George Gershwin (nome pelo qual ficou conhecido mais tarde) nasceu em Nova Iorque em 1898, filho de Morris Gershovitz e de Rose Bruskin. Tanto Morris como Rose, judeus de origem russa faziam parte de um movimento numeroso de europeus que imigraram para os Estados Unidos no final do século XIX.
Gershwin acabou por crescer nas ruas de Nova Iorque. À medida que o tempo passou, cresceu também a sua fama de criança indisciplinada. Foi por volta dos quatorze anos que o seu espírito despertou para a música após ter ouvido a “melodia em fá” de Rubinstein. Poucos anos depois iniciou a sua formação musical e desde logo revelou ser excepcionalmente dotado para a música.
A influência que recebeu da música de Debussy, Ravel ou Liszt e o seu amor pelo jazz e pelos blues acabaram por fazer com que Gershwin se tornasse no criador de um novo estilo de música americana, uma espécie de jazz sinfónico.
A respeito de George Gershwin, o seu irmão mais velho, Ira Gershwin disse um dia:

«De Gershwin emana a nova música americana; que não é composta com a rudeza de quem quer destruir regras estabelecidas mas, por outro lado, é baseada no gosto popular e na sabedoria. Ele é a modernidade que reflecte a civilização em que vivemos, tão excitante como a primeira página de um jornal actual.»

A 2 de Dezembro de 1925 foi apresentado no Carnegie Hall o concerto para piano e orquestra em fá maior, considerado actualmente o arquétipo do concerto americano para piano.

Vamos então ouvir o terceiro andamento deste concerto.








E foi também em Nova Iorque, desta feita em 1950, que Charlie Parker se encontrou com Dizzie Gillespie para a gravação de um dos últimos albuns do período áureo do be-bop.
Este período foi marcado, não só por uma revolução estética mas sobretudo por uma revolução social.
Embora a escravatura tivesse terminado oficialmente após a guerra da secessão em 1863, uma forte discriminação racial persistiu até muito tarde por todos os Estados Unidos e foi em 1943 que se realizou o primeiro congresso sobre a igualdade racial.
A geração do be-bop vem recusar a música de consumo e o papel de entertainer que até aí muitos músicos de jazz desempenhavam.
Charlie Parker, tal como Dizzie Gillespie e Thelonious Monk são nomes incontornáveis do bebop.
E neste próximo tema que vamos ouvir encontramo-los juntos: Charlie Parker no saxofone, Dizzie Gillespie ao trompete e Thelonious Monk no piano.
Encontramos também na bateria a presença algo criticada de Buddy Rich, que segundo os críticos não se encontrava em sintonia com o grupo dos modernistas dos quais fazia parte Kenny Clarke e mais tarde Max Roach. Curly Russel fecha o grupo dos cinco no contrabaixo.
Este tema com o sugestivo nome “Relaxin’ with Lee” foi gravado para a Verve em 1950 e encontra-se no álbum Bird & Diz.
Chamo a vossa atenção para o primeiro solo, executado por Parker. Neste improviso, no nono compasso, Parker introduz uma citação da ópera Carmen de Georges Bizet. A vossa atenção também para o facto do tema ser tocado apenas no final. Vamos ouvir.





E depois deste bem disposto “Relaxin’with Lee” damos mais um passo gigante em direcção a 1967, altura em que Miles Davis grava o quarto disco com o seu quinteto composto por Wayne Shorter em sax tenor, Herbie Hancock no piano, Ron Carter no baixo e Tony Williams na bateria.
Após ter deixado de tocar com Parker em 1948 muito provavelmente por não ser capaz de competir com Gillespie, um excelente técnico, Miles Davis seguiu um caminho alternativo sempre na vanguarda do jazz. Depois do cool-jazz e do hard-bop a colaboração de Miles com Wayne Shorter resulta na evolução para outro tipo de música. Em 1967 sucede a gravação de "Nefertiti". Um disco que vem profetizar a revolução que provocou mais tarde o álbum "In a silent way". Deste disco vamos ouvir “Fall”. Uma composição de Wayne Shorter que parece deslocada das outras faixas pelo facto de possuir uma estrutura bem mais convencional.
Escutemos então.





Tal como Miles também Freddie Hubbard foi outro excepcional trompetista e músico de jazz.
Hubbard, nascido em 1938 tornou-se num trompetista de referência nas décadas de 70 a 90.
A par de Lee Morgan e Booker Little foi um discípulo de Clifford Brown.
De seguida vamos ouvir o tema Red Clay do álbum com o mesmo nome, gravado em 1970 para a editora CTI, de Creed Taylor, (o fundador da Impulse!). Este álbum lendário representou o maior sucesso da carreira de Hubbard. Para além do trompetista tocam também neste tema Herbie Hancock (piano), Ron Carter (baixo), Billy Cobham (bateria) e Airto Moreira (percussão).
As gravações ocorreram nos estúdios Van Gelder de Rudy Van Gelder.
Vamos ouvi-los.






E depois deste tema, vamos encerrar o nosso programa com mais uma brilhante interpretação.
Foi em 1982, no War Memorial Opera House de São Francisco que se realizou o sonho de Conrad Silvert. Este jornalista e crítico de jazz foi responsável pela organização de um concerto que contar com alguns dos seus músicos favoritos. Entre eles podiamos encontrar músicos tão diversos como Winton Marsalis, Toshiko Akiyoshi ou Bobby Hutcherson. Este concerto deu depois origem ao álbum "Jazz at the Opera House".
Vamos ouvir então Free Form de Denny Zeitlin, depois do qual os músicos fazem um “segue” para Straight, No Chaser de Thelonious Monk. Interpretam o tema, ao piano, Herbie Hancock e o próprio Denny Zeitlin.








posted by rodrigo 7:10 da tarde ::



O blog do programa improvISTo.
Todas as sextas às 15 horas...na RIIST.
Um espaço totalmente dedicado à música jazz.

Transcrição completa do programa!


1º programa

Especial Pat Metheny

Clique aqui para ouvir a emissão on-line da RIIST!


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